O grunge emergiu como um gênero popular, e sua aceitação pelo público é geralmente entendida como uma reação contra o domínio mainstream do Glam metal e foi assimilado pela juventude graças ao seu simples caráter desafiador, que era uma provocação às normas da cultura popular da época, vista por muitos como dominada por corporações e superficial.
Na maior parte das vezes as letras nas músicas são depressivas ou melancólicas, além de trazer um quê de rebeldia, sempre presente no rock, fazendo assim com que as pessoas que se enquadram nestes termos se identifiquem com a música, as vezes associam também valores pacifistas, além dos que preferem seguir à risca alguns pensamentos do movimento punk, como a anarquia, a marginalização e a prática underground do Faça Você Mesmo.
Geralmente são contra os valores da sociedade, o consumismo exagerado e a beleza superficial, portanto muitos não se importam com a própria aparência e adotam um jeito largado e despreocupado de ser. Também costumam trajar roupas velhas e sujas, como calças rasgadas e camisas de flanela quadriculadas. All Stars muitas vezes também são usadas, devido ao preço barato do calçado. Era esse o modo como se apresentavam os jovens no início da década de 1990, sendo esta a imagem que até hoje associam ao movimento.
A popularidade que o grunge atingiu nas massas teve vida curta. Muitos acreditam que o grunge efetivamente começou seu declínio em Abril de 1994, com a morte do lider do Nirvana, Kurt Cobain. É consenso entre fãs e historiadores da música que o gênero era contrário a tornar-se mais "pop", de modo que pudesse obter uma popularidade mais duradoura. Muitas bandas grunges se recusaram a cooperar com gravadoras em compor músicas mais "pop", mais palatáveis, mais "mainstream", que pudessem ser tocadas em rádios de modo que não só os admiradores do grunge gostassem.
Citações sobre este curto e reservado fenômeno cultural dos anos 1990 explicam: Muitas pessoas acham respostas na religião, outras nas pessoas em volta… O grunge acha na música.
(Marc e suas Grunges para a Harper´s Bazaar)
O movimento também foi responsável pela demissão do Marc Jacobs da Perry Ellis em 92, quando ele fez a famosa coleção inspirada em Seattle e que os concorrentes da Lacoste odiaram. Hoje, Marc é um expert exatamente nisso, misturar temas, épocas, tudo ao mesmo tempo aqui agora.
sábado, 28 de novembro de 2009
Cheira a espírito adolescente
Postado por Mariane Castro às 04:01 0 comentários
Marcadores: grunge
O corpo e a arte
A body art, ou arte do corpo, designa uma vertente da arte contemporânea que toma o corpo como meio de expressão e/ou matéria para a realização dos trabalhos, associando-se freqüentemente a happenings e performances. Não se trata de produzir novas representações sobre o corpo - encontráveis no decorrer de toda a história da arte -, mas de tomar o corpo como suporte para realizar intervenções, de modo geral, associadas à violência, à dor e ao esforço físico.
O sangue, o suor, o esperma, a saliva e outros fluidos corpóreos mobilizados nos trabalhos interpelam a materialidade do corpo, que se apresenta como suporte para cenas e gestos que tomam por vezes a forma de rituais e sacrifícios. Tatuagens, ferimentos, atos repetidos, deformações, escarificações, travestimentos são feitos ora em local privado (e divulgados por meio de filmes ou fotografias), ora em público, o que indica o caráter freqüentemente teatral da arte do corpo.
Carole Schneemann e algumas de suas performances:

Postado por Mariane Castro às 03:57 0 comentários
Marcadores: body art
O menos é mais
A tendência à arte minimalista desenvolveu-se nos EUA durante os anos 50 e só usava as formas geométricas mais simples. O caráter impessoal desse gênero é visto como reação à emotividade do expressionismo abstrato que dominava as décadas de 1940 e 1950, o minimalismo era fenômeno dos anos 60.

Conceito amplo, o minimalismo alude ou à redução da variedade visual numa imagem, ou ao nível de esforço artístico necessário para produzir tal redução. A conseqüência é uma forma de arte mais pura e livre de mistura que quaisquer outras e incontaminada pela subjetividade.

Minimalismo e a moda:
Jil Sander
Calvin klein com o design clean e sempre minimalista.

Postado por Mariane Castro às 03:53 0 comentários
Marcadores: minimalismo
De Kitsch e de louco, todo mundo tem um pouco.
Definido pelo “mau gosto", imitação, artificial, o Kitsch está presente nos atos e atitudes de todas as pessoas: as pertencentes 'as grandes massas e até mesmo 'as elites sociais. Para a massa, ele produz o bem estar e o prazer fácil. Um exemplo é a reprodução do original, como vestuário e objetos pessoais de marca. O conceito de Kitsch é bem mais amplo do que se pensa, visto a alternativa das pessoas em obterem o que desejam e suprir a uma necessidade momentânea, ou um desejo de status. A Indústria Cultural apela para a compra freqüente e contínua dos produtos e para isso, incentiva o gosto pelo último modelo, as novidades, a originalidade. Foi a partir deste momento que o Kitsch passou a fazer parte e sentido no cotidiano das pessoas.
Mas na realidade quem dita e propaga a moda é, sem dúvida alguma, a televisão, que utiliza os personagens das novelas e programas para mostrar através de suas roupas e acessórios que estão na moda no momento. As pessoas precisam de um ídolo e de uma referência, para que possam sentir-se pertencentes à sociedade e satisfazerem assim o seu ego.
Quem hoje em dia não é Kitsch? As bijuterias do momento, as cores do cabelo, da unha, da maquiagem, a maneira de andar, de se portar, de se pronunciar, de rir, cantar... Tudo é Kitsch. Basta alguém famoso da telinha usar um lenço na cabeça, pronto, se sairmos às ruas logo veremos vários da mesma forma. O marco de uma época, de uma geração e de um movimento também é kitsch. A era da moda calça boca de sino, por exemplo, da geração hippie. Hoje, observe como os adolescentes usam piercing e tatuagem, que também é moda Kitsch, já que os cantores adolescentes do momento, os artistas jovens da TV estão propagando com toda a força esse tipo de "vaidade".
David LaChapelle é um fotógrafo americano que é grande fã da estetica Kitsch.Ele cria imagens surreais através de fotos ultra saturadas que misturam o glamour, o pop com o onírico, o clássico com o popular, o sério ao engraçado, o sagrado ao profano. Suas fotos usam a computação gráfica de forma inteligente, onde há sempre um aspecto lúdico em que não se sabe onde termina a imagem e começa a manipulação.
Thais Losso (Verão 09) e sua coleção inspirada no Kitsch.
Postado por Mariane Castro às 03:44 0 comentários
Marcadores: Kitsch
O conceito é tudo
A arte conceitual é aquela que considera a idéia, o conceito por trás de uma obra artística como sendo superior ao próprio resultado final, sendo que este pode até ser dispensável. A partir de 1960, essa forma de encarar a arte espalha-se pelo mundo inteiro, abarcando várias manifestações artísticas, entretanto, desde Duchamp podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito. Um trabalho de arte conceitual, em sua forma mais típica, costumava ser apresentado ao lado da teoria. Pôde-se assistir a um gradual abandono da realização artística em si, em nome das discussões teóricas.
O uso de diferentes meios para transmitir significados era comum na arte conceitual. As fotografias e os textos escritos eram o expediente mais comum, seguida por fitas K-7, vídeos, diagramas, etc. Os artistas não se incomodavam em evitar as trivialidades, em criar elementos que tornassem interessantes suas composições ou realizar composições agradáveis ao olhar. Pelo contrário, era preferível que nada desviasse a atenção da idéia que um trabalho deveria expressar alguns iam mais longe, afirmando que poderiam refletir a própria superficialidade de quem as observa.
Marcel Duchamp
No Brasil, a conjuntura política repressiva que se instalara desde o final dos 60 e no decorrer dos 70 desarticulou os grupos de artistas, que foram expulsos dos cenários dos salões, bienais, e galerias. Na verdade, o início da década é de calmaria, ou de um “estado de espera”, como denomina Aracy Amaral, e de perda da velocidade dos ismos. Há a substituição da agitação pelas atividades de reflexão. 
Moda Conceitual:
Hussein Chalayan
Viktor & Rolf
Postado por Mariane Castro às 03:41 0 comentários
Marcadores: arte conceitual, moda conceitual
O mundo é Pop
(Arte feita por Andy Warhol para um disco da banda Velvet Underground)
Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.

Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.

Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e designs, usando como materiais, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real. Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que se utilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos.
Desfile de Jean-Charles de Castelbajac Outono/Inverno 2010

(Meias Picida)
Postado por Mariane Castro às 03:33 0 comentários
Marcadores: pop art
Pura ilusão (op art)
A expressão “op-art” vem do inglês (optical art) e significa “arte óptica”. Apesar de ter ganhado força na metade da década de 1950, a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art; em comparação, parece excessivamente cerebral e sistemática, mais próxima das ciências do que das humanidades. Por outro lado, suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia.
A Op Art, com suas pinturas voluptuosas, brincam com nossas percepções ópticas. As cores são usadas para a criação de efeitos visuais como sobreposição, movimento e interação entre o fundo e o foco principal. Os tons vibrantes, círculos concêntricos e formas que parecem pulsar são as características mais marcantes deste estilo artístico cujo as influencias vão desde o surrealismo a arte moderna.
O advento do computador, no entanto, trouxe um novo fôlego à Op Art. As cores metálicas, as formas praticamente matemáticas e a organização rigorosa dos elementos têm tudo a ver com a "sociedade cibernética".
A razão da Op Art é a representação do movimento através da pintura apenas com a utilização de elementos gráficos. A alteração das cidades modernas e o sofrimento do homem com a alteração constante em seus ritmos de vida também são uma preocupação constante. Outro fator fundamental para a criação da Op Art foi a evolução da ciência, que está presente em praticamente todos os trabalhos, baseando-se principalmente nos estudos psicológicos sobre a vida moderna e da Física sobre a Óptica. 

Givenchy e a Op Art
Viktor & Rolf
Postado por Mariane Castro às 03:31 0 comentários
Marcadores: op art
Quando a ordem era chamar atenção (70´s)
Os anos 60 ficaram na memória como a grande época da revolução da juventude, enquanto os anos 70 se destacaram pela sua irregularidade, não tendo um perfil definido. Foram tudo menos calmos, pois nesta década prosseguiram as transformações em grande escala. A libertação sexual, as experiências com as drogas ou a reclamação dos direitos das mulheres – tudo deixou de ser um programa de minorias, sendo aceito e levado à prática pelas grandes massas.
Antimoda era palavra-chave. Desde as calças boca de sino, os trajes de algodão barato, tudo era permitido, até os trajes de alta costura, tudo era permitido, desde que não tivesse um aspecto normal. O que tornava difícil alguém se vestir. Em caso de dúvida, as pessoas decidiram-se pelo Jeans, que havia se transformado no uniforme dos não conformistas – e quem é que não queria fazer parte deles no início dos anos 70?
A discoteca tornou-se palco de todos os figurantes que acreditavam no credo de Andy Warhol:
que cada um pode ser uma estrela por 15 minutos. No fim da décata, as mulheres tinham que se deitar no chão para conseguirem puxar o zíper dos Jeans. Os punks substituíram o love and peace pelo sex and violence, e tudo o que era natural uma artificialidade gritante.
Fora com o algodão, viva o plástico!
(Capa de um disco dos Rollings Stones, por Andy Warhol)
No Brasil: Governo Médici, milagre econômico, Delfin Neto, "Brasil ame-o ou deixe-o". Copa do mundo "… todos juntos vamos, pra frente Brasil…". 1970 enquanto o País comemorava o tri, acontecem os seqüestros a censura e a repressão. O período de ufanismo vai até o final de 1973, quando o modelo econômico adotado começa a dar sinais de cansaço. O Brasil da década de 70m viveu conviveu sucessivamente com a supressão das liberdades políticas e individuais do progresso à crise em 10 anos.Enquanto isso, as pessoas, voltam-se para a natureza, novos hábitos mais naturais: da comida macrobiótica aos tratamentos homeopáticos, a acompultura e os restaurantes naturais.
O primeiro grande caso de merchandising no Brasil tem registro com a telenovela Dancing Day's (Gilberto Braga, 1979, TV Globo), na propaganda das calças jeans Staroup, usadas pela personagem Júlia (atriz Sônia Braga). Em seguida apareceu a marca USTop, na telenovela Água Viva (Gilberto Braga, 1980, TV Globo), protagonizado pela atriz Betty Faria.
(LookBook da Farm,que trabalha muito com a estetica dos anos 70)
Postado por Mariane Castro às 03:13 0 comentários
Marcadores: 70´s
Anos Dourados (60´s)
Os anos 50 chegaram ao fim com uma geração de jovens, filhos do chamado "baby boom", que vivia no auge da prosperidade financeira, em um clima de euforia consumista gerada nos anos do pós-guerra nos EUA.
Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época.
Algumas personalidades de características diferentes, como as atrizes Jean Seberg, Natalie Wood, Audrey Hepburn, Anouk Aimée, modelos como Twiggy, Jean Shrimpton, Veruschka ou cantoras como Joan Baez, Marianne Faithfull e Françoise Hardy, acentuavam ainda mais os efeitos de uma nova atitude.
Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant: "A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou". Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris. O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking [lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966].
Nessa época, Londres havia se tornado o centro das atenções, a viagem dos sonhos de qualquer jovem, a cidade da moda. Afinal, estavam lá, o grande fenômeno musical de todos os tempos, os Beatles, e as inglesinhas emancipadas, que circulavam pelas lojas excêntricas da Carnaby Street, que mais tarde foram para a famosa King's Road e o bairro de Chelsea, sempre com muita música e atitude jovens. Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador.
A moda masculina, por sua vez, foi muito influenciada, nos início da década, pelas roupas que os quatro garotos de Liverpool usavam, especialmente os paletós sem colarinho de Pierre Cardin e o cabelo de franjão. Também em Londres, surgiram os mods, de paletó cintado, gravatas largas e botinas. A silhueta era mais ajustada ao corpo e a gola rolê se tornou um clássico do guarda-roupa masculino.

No Brasil, a Jovem Guarda fazia sucesso na televisão e ditava moda. Wanderléa de minissaia, Roberto Carlos, de roupas coloridas e como na música, usava botinha sem meia e cabelo na testa [como os Beatles]. A palavra de ordem era "quero que vá tudo pro inferno".
Os avanços na medicina, as viagens espaciais, o Concorde que viaja em velocidade superior à do som, são exemplos de uma era de grande desenvolvimento tecnológico que transmitia uma imagem de modernidade. Essa imagem influenciou não só a moda, mas também o design e a arte que passaria a ter um aspecto mais popular e fugaz.
No final dos anos 60, de Londres, o reduto jovem mundial se transferiu para São Francisco (EUA), região portuária que recebia pessoas de todas as partes do mundo e também por isso, berço do movimento hippie, que pregava a paz e o amor, através do poder da flor [flower power], do negro [black power], do gay [gay power] e da liberação da mulher [women's lib]. Manifestações e palavras de ordem mobilizaram jovens em diversas partes do mundo.
A esse conjunto de manifestações que surgiram em diversos países deu-se o nome de contracultura. Uma busca por um outro tipo de vida, underground, à margem do sistema oficial. Faziam parte desse novo comportamento, cabelos longos, roupas coloridas, misticismo oriental, música e drogas.
No Brasil, o grupo "Os Mutantes", formado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Batista, seguiam o caminho da contracultura e afastavam-se da ostentação do vestuário da jovem guarda, em busca de uma viagem psicodélica.
Toda a rebeldia dos anos 60 culminaram em 1968. O movimento estudantil explodiu e tomou conta das ruas em diversas partes do mundo e contestava a sociedade, seus sistemas de ensino e a cultura em diversos aspectos, como a sexualidade, os costumes, a moral e a estética.
Talvez o que mais tenha caracterizado a juventude dos anos 60 tenha sido o desejo de se rebelar, a busca por liberdade de expressão e liberdade sexual. Nesse sentido, para as mulheres, o surgimento da pílula anticoncepcional, no início da década, foi responsável por um comportamento sexual feminino mais liberal. Porém, elas também queriam igualdade de direitos, de salários, de decisão. Até o sutiã foi queimado em praça pública, num símbolo de libertação.
Os 60 chegaram ao fim, coroados com a chegada do homem à Lua, em julho de 1969, e com um grande show de rock, o "Woodstock Music & Art Fair", em agosto do mesmo ano, que reuniu cerca de 500 mil pessoas em três dias de amor, música, sexo e drogas.

Postado por Mariane Castro às 03:07 0 comentários
Marcadores: 60´s

