O Tropicalismo foi um movimento musical, que também atingiu outras esferas culturais (artes plásticas cinema, poesia), surgido no Brasil no final da década de 1960. O marco inicial foi o Festival de Música Popular realizado em 1967 pela TV Record.
O tropicalismo inovou também em possibilitar um sincretismo entre vários estilos musicais como, por exemplo, rock, bossa nova, baião, samba, bolero, entre outros.
As letras das músicas possuíam um tom poético, elaborando críticas sociais e abordando temas do cotidiano de uma forma inovadora e criativa.
O movimento tropicalista não possui como objetivo principal utilizar a música como “arma” de combate político à ditadura militar que vigorava no Brasil. Por este motivo, foi muito criticado por aqueles que defendiam as músicas de protesto.
Caetano, Gil, Mautner e toda a turma que construiu essa história, de uma nova música no cenário brasileiro, de uma nova forma de se expressar , de se vestir, enfim de uma postura libertária diante da sociedade, da vida… Tiveram um papel fundamental na revolução dos costumes no Brasil.
(Caetano Veloso)
Totem Verão/08(Tropicália) . Coleção inspirada no Tropicalismo
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Caminhando contra o vento, sem lenço sem documento
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Marcadores: tropicalia, tropicalismo
Uma reação ao Concretismo
O Neoconcretismo nasceu por volta de 1959 e foi responsável em politizar a arte no país, já que via na arte um instrumentos de construção da sociedade. Liderados por Ferreira Gullar que, juntamente com os artistas Franz Weissmann, Amílcar de Castro, Lygia Clark, Lígia Pape, Reynaldo Jardim, Theon Spanudis, conceberam o "Manifesto Neoconcreto" que foi publicado no "Jornal do Brasil" em 22 de março de 1959.
Os neoconcretistas buscavam novos caminhos dizendo que a arte não é um mero objeto: tem sensibilidade, expressividade, subjetividade, indo muito além do mero geometrismo puro. Transformou a arte em uma ambiente experimentação, juntando espaço, espectador, obra, ciência e etc.
Helio Oiticica:


Amilcar de Castro:


Postado por Mariane Castro às 05:04 0 comentários
Marcadores: neoconcretismo
O segundo surto modernista: Concretismo
O Concretismo foi um movimento vanguardista que ocorreu na década de 50. Repetindo o acontecimento de 22, reuniram-se novamente, poetas e artistas plásticos paulistas e cariocas que, unidos pelo mesmo interesse, procuravam uma maneira de voltar às formas puras tendo por base a Geometria.
Declarando-se contra o cansaço da arte figurativa, recorreram à linguagem geométrica que proporcionaria à poesia e às artes plásticas uma nova visualidade concedendo ampla autonomia à forma. Embasada em formas geométricas,a "arte concreta" evidencia:
* desprendimento total da natureza.
* acentuado caráter objetivo, racionalista.
* privilégio a procedimentos matemáticos.
Em se tratando da paisagem construída pelo homem, o Concretismo acabou gerando alterações na arquitetura, design, mobiliário, artes gráficas, paisagismo... Além de ser um movimento relevante a nível nacional, tornou-se, também, conhecido e influente fora do país.
Postado por Mariane Castro às 04:56 0 comentários
Marcadores: concretismo
sábado, 28 de novembro de 2009
Cheira a espírito adolescente
O grunge emergiu como um gênero popular, e sua aceitação pelo público é geralmente entendida como uma reação contra o domínio mainstream do Glam metal e foi assimilado pela juventude graças ao seu simples caráter desafiador, que era uma provocação às normas da cultura popular da época, vista por muitos como dominada por corporações e superficial.
Na maior parte das vezes as letras nas músicas são depressivas ou melancólicas, além de trazer um quê de rebeldia, sempre presente no rock, fazendo assim com que as pessoas que se enquadram nestes termos se identifiquem com a música, as vezes associam também valores pacifistas, além dos que preferem seguir à risca alguns pensamentos do movimento punk, como a anarquia, a marginalização e a prática underground do Faça Você Mesmo.
Geralmente são contra os valores da sociedade, o consumismo exagerado e a beleza superficial, portanto muitos não se importam com a própria aparência e adotam um jeito largado e despreocupado de ser. Também costumam trajar roupas velhas e sujas, como calças rasgadas e camisas de flanela quadriculadas. All Stars muitas vezes também são usadas, devido ao preço barato do calçado. Era esse o modo como se apresentavam os jovens no início da década de 1990, sendo esta a imagem que até hoje associam ao movimento.
A popularidade que o grunge atingiu nas massas teve vida curta. Muitos acreditam que o grunge efetivamente começou seu declínio em Abril de 1994, com a morte do lider do Nirvana, Kurt Cobain. É consenso entre fãs e historiadores da música que o gênero era contrário a tornar-se mais "pop", de modo que pudesse obter uma popularidade mais duradoura. Muitas bandas grunges se recusaram a cooperar com gravadoras em compor músicas mais "pop", mais palatáveis, mais "mainstream", que pudessem ser tocadas em rádios de modo que não só os admiradores do grunge gostassem.
Citações sobre este curto e reservado fenômeno cultural dos anos 1990 explicam: Muitas pessoas acham respostas na religião, outras nas pessoas em volta… O grunge acha na música.
(Marc e suas Grunges para a Harper´s Bazaar)
O movimento também foi responsável pela demissão do Marc Jacobs da Perry Ellis em 92, quando ele fez a famosa coleção inspirada em Seattle e que os concorrentes da Lacoste odiaram. Hoje, Marc é um expert exatamente nisso, misturar temas, épocas, tudo ao mesmo tempo aqui agora.
Postado por Mariane Castro às 04:01 0 comentários
Marcadores: grunge
O corpo e a arte
A body art, ou arte do corpo, designa uma vertente da arte contemporânea que toma o corpo como meio de expressão e/ou matéria para a realização dos trabalhos, associando-se freqüentemente a happenings e performances. Não se trata de produzir novas representações sobre o corpo - encontráveis no decorrer de toda a história da arte -, mas de tomar o corpo como suporte para realizar intervenções, de modo geral, associadas à violência, à dor e ao esforço físico.
O sangue, o suor, o esperma, a saliva e outros fluidos corpóreos mobilizados nos trabalhos interpelam a materialidade do corpo, que se apresenta como suporte para cenas e gestos que tomam por vezes a forma de rituais e sacrifícios. Tatuagens, ferimentos, atos repetidos, deformações, escarificações, travestimentos são feitos ora em local privado (e divulgados por meio de filmes ou fotografias), ora em público, o que indica o caráter freqüentemente teatral da arte do corpo.
Carole Schneemann e algumas de suas performances:

Postado por Mariane Castro às 03:57 0 comentários
Marcadores: body art
O menos é mais
A tendência à arte minimalista desenvolveu-se nos EUA durante os anos 50 e só usava as formas geométricas mais simples. O caráter impessoal desse gênero é visto como reação à emotividade do expressionismo abstrato que dominava as décadas de 1940 e 1950, o minimalismo era fenômeno dos anos 60.

Conceito amplo, o minimalismo alude ou à redução da variedade visual numa imagem, ou ao nível de esforço artístico necessário para produzir tal redução. A conseqüência é uma forma de arte mais pura e livre de mistura que quaisquer outras e incontaminada pela subjetividade.

Minimalismo e a moda:
Jil Sander
Calvin klein com o design clean e sempre minimalista.

Postado por Mariane Castro às 03:53 0 comentários
Marcadores: minimalismo
De Kitsch e de louco, todo mundo tem um pouco.
Definido pelo “mau gosto", imitação, artificial, o Kitsch está presente nos atos e atitudes de todas as pessoas: as pertencentes 'as grandes massas e até mesmo 'as elites sociais. Para a massa, ele produz o bem estar e o prazer fácil. Um exemplo é a reprodução do original, como vestuário e objetos pessoais de marca. O conceito de Kitsch é bem mais amplo do que se pensa, visto a alternativa das pessoas em obterem o que desejam e suprir a uma necessidade momentânea, ou um desejo de status. A Indústria Cultural apela para a compra freqüente e contínua dos produtos e para isso, incentiva o gosto pelo último modelo, as novidades, a originalidade. Foi a partir deste momento que o Kitsch passou a fazer parte e sentido no cotidiano das pessoas.
Mas na realidade quem dita e propaga a moda é, sem dúvida alguma, a televisão, que utiliza os personagens das novelas e programas para mostrar através de suas roupas e acessórios que estão na moda no momento. As pessoas precisam de um ídolo e de uma referência, para que possam sentir-se pertencentes à sociedade e satisfazerem assim o seu ego.
Quem hoje em dia não é Kitsch? As bijuterias do momento, as cores do cabelo, da unha, da maquiagem, a maneira de andar, de se portar, de se pronunciar, de rir, cantar... Tudo é Kitsch. Basta alguém famoso da telinha usar um lenço na cabeça, pronto, se sairmos às ruas logo veremos vários da mesma forma. O marco de uma época, de uma geração e de um movimento também é kitsch. A era da moda calça boca de sino, por exemplo, da geração hippie. Hoje, observe como os adolescentes usam piercing e tatuagem, que também é moda Kitsch, já que os cantores adolescentes do momento, os artistas jovens da TV estão propagando com toda a força esse tipo de "vaidade".
David LaChapelle é um fotógrafo americano que é grande fã da estetica Kitsch.Ele cria imagens surreais através de fotos ultra saturadas que misturam o glamour, o pop com o onírico, o clássico com o popular, o sério ao engraçado, o sagrado ao profano. Suas fotos usam a computação gráfica de forma inteligente, onde há sempre um aspecto lúdico em que não se sabe onde termina a imagem e começa a manipulação.
Thais Losso (Verão 09) e sua coleção inspirada no Kitsch.
Postado por Mariane Castro às 03:44 0 comentários
Marcadores: Kitsch
O conceito é tudo
A arte conceitual é aquela que considera a idéia, o conceito por trás de uma obra artística como sendo superior ao próprio resultado final, sendo que este pode até ser dispensável. A partir de 1960, essa forma de encarar a arte espalha-se pelo mundo inteiro, abarcando várias manifestações artísticas, entretanto, desde Duchamp podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito. Um trabalho de arte conceitual, em sua forma mais típica, costumava ser apresentado ao lado da teoria. Pôde-se assistir a um gradual abandono da realização artística em si, em nome das discussões teóricas.
O uso de diferentes meios para transmitir significados era comum na arte conceitual. As fotografias e os textos escritos eram o expediente mais comum, seguida por fitas K-7, vídeos, diagramas, etc. Os artistas não se incomodavam em evitar as trivialidades, em criar elementos que tornassem interessantes suas composições ou realizar composições agradáveis ao olhar. Pelo contrário, era preferível que nada desviasse a atenção da idéia que um trabalho deveria expressar alguns iam mais longe, afirmando que poderiam refletir a própria superficialidade de quem as observa.
Marcel Duchamp
No Brasil, a conjuntura política repressiva que se instalara desde o final dos 60 e no decorrer dos 70 desarticulou os grupos de artistas, que foram expulsos dos cenários dos salões, bienais, e galerias. Na verdade, o início da década é de calmaria, ou de um “estado de espera”, como denomina Aracy Amaral, e de perda da velocidade dos ismos. Há a substituição da agitação pelas atividades de reflexão. 
Moda Conceitual:
Hussein Chalayan
Viktor & Rolf
Postado por Mariane Castro às 03:41 0 comentários
Marcadores: arte conceitual, moda conceitual
O mundo é Pop
(Arte feita por Andy Warhol para um disco da banda Velvet Underground)
Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.

Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.

Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e designs, usando como materiais, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real. Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que se utilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos.
Desfile de Jean-Charles de Castelbajac Outono/Inverno 2010

(Meias Picida)
Postado por Mariane Castro às 03:33 0 comentários
Marcadores: pop art
Pura ilusão (op art)
A expressão “op-art” vem do inglês (optical art) e significa “arte óptica”. Apesar de ter ganhado força na metade da década de 1950, a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art; em comparação, parece excessivamente cerebral e sistemática, mais próxima das ciências do que das humanidades. Por outro lado, suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia.
A Op Art, com suas pinturas voluptuosas, brincam com nossas percepções ópticas. As cores são usadas para a criação de efeitos visuais como sobreposição, movimento e interação entre o fundo e o foco principal. Os tons vibrantes, círculos concêntricos e formas que parecem pulsar são as características mais marcantes deste estilo artístico cujo as influencias vão desde o surrealismo a arte moderna.
O advento do computador, no entanto, trouxe um novo fôlego à Op Art. As cores metálicas, as formas praticamente matemáticas e a organização rigorosa dos elementos têm tudo a ver com a "sociedade cibernética".
A razão da Op Art é a representação do movimento através da pintura apenas com a utilização de elementos gráficos. A alteração das cidades modernas e o sofrimento do homem com a alteração constante em seus ritmos de vida também são uma preocupação constante. Outro fator fundamental para a criação da Op Art foi a evolução da ciência, que está presente em praticamente todos os trabalhos, baseando-se principalmente nos estudos psicológicos sobre a vida moderna e da Física sobre a Óptica. 

Givenchy e a Op Art
Viktor & Rolf
Postado por Mariane Castro às 03:31 0 comentários
Marcadores: op art
